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Contamos-lhe uma breve história do gelo

ANTIGUIDADE

Os antigos gregos e romanos arrefeciam as suas bebidas no Verão com gelo do Inverno, armazenado em instalações especiais. De salientar que já a civilização mesopotâmica armazenava gelo desde 3000 A.C.

Os árabes impulsionaram também o uso de neve e gelo para preservar, refrescar, fazer gelados e até mesmo para fins medicinais. Alexandre Magno mandava encher de água vasos de argila porosa e mantinha-os, ao cair da tarde, presos a galhos de árvores. A água congelava pela ação do frio extremo da noite. Tinha, assim, o gelo de que necessitava para os seus festins.

IDADE MODERNA

A indústria do gelo começa na Idade Moderna. Cada aldeia tinha o seu frigorífico, um poço em que congelavam água, isolada com palha, para ser comercializado no verão em conventos, hospitais, quartéis, etc.

“Limpo de poeira e palha”. Assim deveria o gelo chegar aos consumidores, por decreto de Carta Real, tendo esta expressão chegado até aos nossos dias.

MUNDO ACTUAL

Os Estados Unidos dominaram o mercado de gelo no século XIX, tendo como grande exemplo as 240 toneladas de gelo enviadas dos Estados Unidos para Havana, Cuba, por F. Tudor. Em 1860, Ferdinand Philippe Edouard Carré, natural de Paris, apresentou um novo processo de fabrico de gelo com o auxílio de amoníaco, que realiza com grande êxito o ciclo do resfriamento. O método de Carré abre notáveis perspectivas à indústria do gelo. Nos fins do séc. XIX e princípios do século XX surgiu a refrigeração artificial, com as câmaras frigoríficas e geladeiras, graças a George Westinghouse, engenheiro norte-americano.